quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Angustia do caralho.

Sabe quando a angustia parece vontade de vomitar? Se torna uma coisa física?
Pois é.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

mirtilo

Finalmente resolvi assistir minhas noites de mirtilo, na verdade uma conspiração do universo me impediu de ver esse filme antes (conspiração que envolviam milhares de pessoas compartilhando um torrent falso, amigos fuleiros e cinemas com horários ruins) e quando foi hoje tava lá de bobeira depois do cardiologista na locadora e lá estava ele, me esperando.

Filme lindo demais, visualmente, com direito a piadinhas visuais e história bem bacana, envolvendo uma soulsearching pelo proletariado americano.

Mas o momento que me deixou fudido foi a bem rápida participação da Chan, como a russa misteriosa e principalmente a influencia que ela tem na vida do Jeremy. E o contraponto que ele tem com a Norah, sabe? Um que fica parado no mesmo canto esperando ser encontrado, enquanto a outra fica em movimento constante procurando algo que se perdeu.

E acho que foi o primeiro filme do Wong Kar Wai que eu não tive sono :D. (o que não necessariamente é um bom sinal)

Ano novo, vida nova.

Preciso me dizer todas essas coisas que as pessoas se dizem quando começam uma mudança radical na vida, tirar fotos pra um antes e depois e principalmente pra eu me lembrar de onde saí e onde cheguei. Juro, não estranhem que se daqui há uns 6 meses eu tiver na Ana Maria Braga contando como foi passar por essa mudança de vida tão grande.

domingo, 17 de agosto de 2008

és um senhor tão bonito..

Janela da alma me deixou pensando algumas coisas, primeiro: que filme bom do caralho, acho muito incrível quando um cineasta consegue lidar com pessoas assim e passar na edição e na composição do filme uma história tão foda. Sabe, deve ser muito complicado ter como objeto de filmagem pessoas de verdade, que gagueijam, e que não falam diálogos milimetricamente escritos, que ao invés disso improvisam e vão de acordo com seu proprio ritmo e forma de expressão individual.

Outra coisa é a minha própria relação com a visão. Eu uso óculos desde muito tempo atrás, não lembro direito como era a vida antes deles, e olha que eu comecei a usar óculos já no meio da infância, não foi tão menino assim.
É que eu tenho um problema, minhas memórias de criança são praticamente inexistentes, digo praticamente porque existem coisas que eu lembro, tipo a primeira vez que eu joguei Altered Beast num game boy, mas não lembro se meus pais me levaram alguma vez no zoológico, ou como era o meu dia-a-dia com eles. Enquanto isso, lembro que depois da minha primeira e única cirurgia (de adenóide), quando eu acordei tava passando Sonho de Verão e que eu comi um sanduiche de queijo. Eu tenho essas memórias bem pontuais, que por algum motivo me marcaram pra caralho, a ponto de eu não esquecer delas, e as coisas que eu gostaria muito de lembrar não vem a minha mente.

Também tenho um tipo de memória muito não-visual, se eu fosse descrever como eu me lembro das coisas e das pessoas, diria que é meio que como a idéia que eu tenho delas, que é tipo uma soma de dados linguísticos do que eu sei e vejo delas, mas não a imagem realmente. Eu tenho essa idéia de que as pessoas quando fecham os olhos e tentam se lembrar de alguma coisa, ou quando estão imaginando algo, elas conseguem ver as imagens daquilo que passou, ou que está sendo imaginado. Mas no meu caso eu não consigo, eu só imagino e lembro em fatos e idéias, de forma linguística.



Ai vendo Janela da Alma tive vontade de desistir de fazer uma monografia e partir pra um projeto. Ouvi falar semana passada de entrevistas fenomenológicas, e apesar de ainda não ter lido nada sobre, acredito que é bem o processo que foi utilizado durante esse filme. (também acho que é o processo que o povo de This American Life usa) Queria fazer um trabalho sobre tempo (sério? podia escolher um tema mais amplo não? mas lembro que um dia desses ouvi alguem dizer, que todos os bons filmes e livros, deveriam ter o tempo como tema, pois é, é um começo..), queria conversar com idosos à respeito de como eles vêem o tempo.

sábado, 9 de agosto de 2008

can't say no

Eu não consigo mais acompanhar o volume de informação que eu teoricamente me proponho a seguir. Não lembro da ultima vez que meu RSS tava lido (se bem que completamente lido é impossivel..) e tenho leituras intermináveis que sempre se renovam e que eu não continuo, preguiça me fode numa daily basis.

E o pior, agora nem os seriados e filmes que eu baixo eu consigo ver, tou com um monte de coisa interessante pra assistir e nunca dá tempo. Minhas prioridades nunca são bem definidas e mudam diariamente, tá foda..

Mas é foda, existe tanta coisa interessante surgindo a cada instante, como é que se consegue não olhar elas, e só focar nas outras que já estão lá estabelecidas? Talvez a única saída pra mim seja abidicar completamente da internet, só assim conseguiria arranjar tempo pra ler tudo o que eu tenho que ler no mundo analógico. Ou quem sabe diminuir as horas de sono e aumentar as doses de cafeína?

Diminuir as interações sociais com finalidades dionisíacas?
Assunto a se pensar enquanto assisto mais de This American Life.

the distance

"Chosing not to become the person your family expected is painful. You have to leave their world completely just to make sense of your own life. And then faith lures you back whenever it can. To give you the chance to measure the distance between their world and yours. And see if is just as far as you remember."


Faz muito sentido sabe?

segunda-feira, 30 de junho de 2008

não era amor..

Sai de casa achando que ia ter uma noite tranquila de filme e amigas, mas era uma cilada Bino!

Cinco litros de cerveja depois estava deitado no chão morrendo de rir com Rafinha Bastos ( <3 ) e vomitando cheetos com cerveja. (duas vezes sabor e zero calorias)

Nove horas depois tava acordado em posição fetal tentando não fazer movimentos bruscos, tomando litros de água e tentando manter o meu conteúdo no seu devido lugar.