Tenho que confessar, eu tenho muita tendencia a ser stalker, e dos bons.
Mas primeiro vamos contextualizar, o ano, é 2003/2004, na época que eu tinha muito mais espinhas doque é socialmente tolerado, que eu tinha muitos quilos a menos e muito mais noias com todo e qualquer aspecto do meu ser. Naquela época, eu tinha um flog.. Eu me intitulava /meninoyaoi, lembro como se fosse hoje quando eu fiz, eu e Fernanda, eu era viciado em Anime, Japão, J-Rock, Visual Kei e principalmente Yaoi.
(traduzindo para os leigos, eu era MUITO nerd, freak do japão inclusive. anime são animações feitas no japão. visual-kei é um estilo de rock japones onde é tudo muito visual e performatico, androgenia rola solta e você nunca sabe definir com certeza quem é homem e quem é mulher. e yaoi são animes e mangás com tematica sexual gay)
Naqueles tempos de Malice Mizer e Miyavi eu tinha basicamente dois idolos nacionais, o /shido_vicious e o /viva_androgeny, tinha uma relação de ver o fotolog deles todos os dias e ler blog e ler fotologs de amigos pra saber da vida, adorei quando eles namoraram um com o outro, fiquei triste quando eles se separaram.. Enfim.. Coisa de gente doente (mas vai, eu era novinho e sem vida..).
Mas bem, hoje lendo posts da comunidade "Aos treze.." (não o filme =p), encontrei o rapaz que na época era o viva_androgeny, que agora já tem outros personas e tudo mais, ai acabei procurando o shido também e achando.. (oque foi relativamente dificil)
Tudo isso pra dizer que: PUTAQUEPARIU ainda bem que eu cresci. Caralho, nem tem mais muita graça ver qualquer coisa da vida dos dois, oque eu mais gostava no Shido que era toda a atitude punk revoltada auto-destrutiva e bacana, não tem mais graça nenhuma. (pra falar a verdade, nem acho ele mais tão bonito como achava antes) Já o androgeny, mudou um bocado, e tá até mais bonito, mas não vem ao caso.
Eu não acho que hoje eu seja o mais maduro, ou o mais mudado, continuo muito daquilo, só que menos complexado, definitivamente menos dramatico, um pouco mais gordo, porém mais bonito. O que eu quero dizer é que eu mudei, até em coisas que eu achava que não tinha como mudar, nunca me senti tão lúcido na minha vida, mas ao mesmo tempo tão perdido, fico pensando em como as vezes eu sou tão parecido com Govinda (de sidarta), que procurava demais por uma coisa especifica, mas se esforçava tanto que acabava por ignorar as outras coisas, mas também não faz muito sentido pra mim porque eu me vejo muito como alguem que nasceu pra buscar, desde que eu me entendo por gente eu procuro por alguma coisa, seja pra me fazer feliz, seja pra me distrair, seja pra me satisfazer, e até hoje nunca encontrei. Acho que nasci pra buscar, só não sei ainda oque, e morro de medo de nunca descobrir.
(e agora meu vício atual, uma música, do album novo do the killers, for reasons unknown..)
quinta-feira, 31 de maio de 2007
terça-feira, 29 de maio de 2007
" - O mundo, amigo Govinda, não é imperfeito e não se encaminha lentamente rumo à perfeição. Não! A cada instante é perfeito. Todo e qualquer pecado já traz em si a graça. Em todas as criancinhas já existe o ancião. Nos lactentes já se esconde a morte, como em todos os moribundos há vida eterna.
(...)
A morte, para mim, é igual à vida; o pecado, igual à santidade; a inteligência, igual à tolice. Tudo deve ser como é. Unicamente o meu consenso, a minha vontade, a minha compreenção carinhosa são necessários para que todas as coisas sejam boas, a ponto de somente me trazerem vantagens, sem nunca me prejudicarem. No meu corpo e na minha alma fiz a experiência de quanto carecia do pecado, da volúpia, da cobiça de bens materiais, da vaidade, de quanto precisava até do mais abjeto desespero, para que aprendesse a desistir da minha obstinação, a querer bem ao mundo, a cessar de compará-lo a qualquer outro mundo imaginário, que correspondesse aos meus desejos, a algum tipo de perfeição brotado do meu cérebro e para que, deixando-o tal como é, me limitasse a amá-lo e a gostar de fazer parte dele.. ,"
(Sidarta - Hermann Hesse)
(...)
A morte, para mim, é igual à vida; o pecado, igual à santidade; a inteligência, igual à tolice. Tudo deve ser como é. Unicamente o meu consenso, a minha vontade, a minha compreenção carinhosa são necessários para que todas as coisas sejam boas, a ponto de somente me trazerem vantagens, sem nunca me prejudicarem. No meu corpo e na minha alma fiz a experiência de quanto carecia do pecado, da volúpia, da cobiça de bens materiais, da vaidade, de quanto precisava até do mais abjeto desespero, para que aprendesse a desistir da minha obstinação, a querer bem ao mundo, a cessar de compará-lo a qualquer outro mundo imaginário, que correspondesse aos meus desejos, a algum tipo de perfeição brotado do meu cérebro e para que, deixando-o tal como é, me limitasse a amá-lo e a gostar de fazer parte dele.. ,"
(Sidarta - Hermann Hesse)
segunda-feira, 21 de maio de 2007
quinta-feira, 17 de maio de 2007
sábado, 5 de maio de 2007
música do dia
We only said goodbye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to black
Amy Winehouse - Back to Black
quinta-feira, 3 de maio de 2007
música do dia
Going up
When coming down
Scratch away
Its the little things that kill
Tearing at my brains again
The little things that kill
Bigger you give
Bigger you get
Were boss at denial
But best at forget
Cupboard is empty
We really need food
Summer is winter
And you always knew
Bush - Little Things
When coming down
Scratch away
Its the little things that kill
Tearing at my brains again
The little things that kill
Bigger you give
Bigger you get
Were boss at denial
But best at forget
Cupboard is empty
We really need food
Summer is winter
And you always knew
Bush - Little Things
é de dominio público que eu sou um adolescente tardio, comecei a sair muito tarde na minha vida, enquanto amigos da minha idade iam pra non stop na época do colégio, eu nerdava, jogava rpg, assistia seriados, enfim.. vida de um sociopata comum.
ai de vez em quando tenho uns surtos de revolta músical. hoje por exemplo, desenterrei Bush, sabe aquela banda? que hoje em dia só é conhecida por ser a ex-banda do marido da Gwen Stefani, essa mesma. adoro essas coisas meio grunge, suja, cabeluda, adolescente revoltado e hoje acordei especialmente inspirado pra ouvir esse tipo de música no máximo e gritando junto.
e outra coisa me bateu, preciso cortar o cabelo, urgentemente, e preferencialmente bem curto, quem sabe faço que nem a britney, raspo em casa mesmo.
ai de vez em quando tenho uns surtos de revolta músical. hoje por exemplo, desenterrei Bush, sabe aquela banda? que hoje em dia só é conhecida por ser a ex-banda do marido da Gwen Stefani, essa mesma. adoro essas coisas meio grunge, suja, cabeluda, adolescente revoltado e hoje acordei especialmente inspirado pra ouvir esse tipo de música no máximo e gritando junto.
e outra coisa me bateu, preciso cortar o cabelo, urgentemente, e preferencialmente bem curto, quem sabe faço que nem a britney, raspo em casa mesmo.
terça-feira, 1 de maio de 2007
então mais uma vez eu estou jogando rpg, minhas experiencias mais recentes não se mostraram com resultados muito bons, sempre acabo faltando demais e sendo morto pelo narrador.
mas adoro o processo de criar um personagem, apesar de sempre demorar muito mais que o normal e de sempre utilizar como molde algum personagem de cinema, livro ou tv. só que o mais bacana de criar um personagem é que você pode depositar nele toda uma carga emocional mal resolvida, projetar mil coisas nele e usar como uma saudavel valvula de escape.
(não que no passado rpg tenha sido uma coisa saudavel pra mim.. tem vários anos do colégio que não lembro, apesar de lembrar das partidas de rpg diarias.. tenho essa tendencia a selecionar as memorias que ficam, e na maioria das vezes o criterio não é dos melhores)
comecei a ler O Poder do Mito numa tentativa de ser pró-ativo no meu primeiro trabalho como aluno do curso de filosofia (que é ler o mito da caverna de platão e relacionar com o show de truman, e a melhor parte agora, assistir a excentrica familia de antonia e relacionar com a noção de mito, amo antonia =~~) , é do tipo de coisa que somente pessoas que tão empolgadas no começo do curso fazem, mas vai é um tema que eu gostei MUITO e vai, vale a pena ter um pouco mais de trabalho pra fazer algo bom. (quando tiver pronto eu posto aqui) E eu já tou muito apaixonado pelo Joseph Campbell =~~, é o tipo de pessoa que eu daria um dedo pra ter conhecido.
mas adoro o processo de criar um personagem, apesar de sempre demorar muito mais que o normal e de sempre utilizar como molde algum personagem de cinema, livro ou tv. só que o mais bacana de criar um personagem é que você pode depositar nele toda uma carga emocional mal resolvida, projetar mil coisas nele e usar como uma saudavel valvula de escape.
(não que no passado rpg tenha sido uma coisa saudavel pra mim.. tem vários anos do colégio que não lembro, apesar de lembrar das partidas de rpg diarias.. tenho essa tendencia a selecionar as memorias que ficam, e na maioria das vezes o criterio não é dos melhores)
comecei a ler O Poder do Mito numa tentativa de ser pró-ativo no meu primeiro trabalho como aluno do curso de filosofia (que é ler o mito da caverna de platão e relacionar com o show de truman, e a melhor parte agora, assistir a excentrica familia de antonia e relacionar com a noção de mito, amo antonia =~~) , é do tipo de coisa que somente pessoas que tão empolgadas no começo do curso fazem, mas vai é um tema que eu gostei MUITO e vai, vale a pena ter um pouco mais de trabalho pra fazer algo bom. (quando tiver pronto eu posto aqui) E eu já tou muito apaixonado pelo Joseph Campbell =~~, é o tipo de pessoa que eu daria um dedo pra ter conhecido.
música do dia
After all I'm still a jerk playing with matches
It's just that he's not around to play along
I'm still an ass hole playing with candles
Blowing out wishes blowing out dreams
Just sitting here and trying to decipher
What's written in Braille upon my skin...
Regina Spektor - Braille
It's just that he's not around to play along
I'm still an ass hole playing with candles
Blowing out wishes blowing out dreams
Just sitting here and trying to decipher
What's written in Braille upon my skin...
Regina Spektor - Braille
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