terça-feira, 20 de maio de 2008

Eu tenho até MUITA coisa pra postar, sobre o sambão, sobre in treatment, sobre uns dramas ai.. Mas tou com tanta de preguiça de elaborar qualquer tipo de post grande aqui..

Fora que só fiz estudar essa semana, e ainda tenho muita coisa pra fazer no resto da semana. E desde segunda (quando tive um dos meus piores pesadelos) eu não tou conseguindo dormir direito, é bom que eu aproveito pra assistir In Treatment (vício), só que fico na noia de ser moderado, ai não me deixo ver muitos episódios seguidos.

(Ultimamente tenho estado tão entediado de madrugada, que fico assistindo pornografia e realmente me interesso na linha de narrativa.)

terça-feira, 13 de maio de 2008

PUTAQUEPARIU

A senhora que trabalha aqui em casa, ajudando com a limpeza (forma politicamente correta) é uma das pessoas mais irritantes que já tive o desprazer de encontrar.

Desde o primeiro dia ela me chama de "Thiaguinho", "Titi", ou qualquer outro diminutivo irritante que ela conseguir pensar. Minha avó (enfatizo o MINHA) é chamada por ela de "vózinha", "vó", e outros similares de igual quantitativo de irritabilidade. Vocês não tem noção do que é acordar com uma pessoa que fala como se você fosse uma criança de 1 ano (uma de 2 já daria um fora nela), e inclusive de ouvir ela falando com os passarinhos:

"Que foi amooor?"
"Oww menininho"

Odeio qualquer pessoa que use diminutivos pra falar com pessoas, objetos, namorados, animais e por ai vai.

E o pior é que a porra do computador é do lado da cozinha, ai eu tenho que passar o dia inteiro aturando ela, me irrita demais que ela passar por tras de mim O TEMPO TODO. Na maioria das vezes ela não faz porra nenhuma, só passa, e comenta sobre oque eu tou fazendo.

Caralho, quero muito que minha mãe incorpore a Emily e mande ela embora por qualquer motivo que seja.

(inclusive, há toda uma cumplicidade e identificação pelo ódio mutuo por essa mulher. só que como não tem mais ninguem pra vir trabalhar aqui, é ter paciência mesmo.)

segunda-feira, 12 de maio de 2008

e daí?

Tava meio sem paciência pra faculdade hoje

(dias chuvosos me deixam preguiçoso, e não querendo sair da minha cama, nem do meu quarto, nem dos pijamas.)

por isso fui, tirei uma xerox de um livro pra estudar (meio que um alivio pra consciência pesada de faltar aula) e voltei pra casa pra ler o meu livro.

Em dado momento no computador, escuto minha mãe cantando, como ela sempre faz, todos os dias da minha vida (muitas vezes até porque são músicas de padre marcelo), mas era algo bem bonito (e tipo, minha mãe canta MUITO bem)

E daí?
(ouçam a versão da Gal, já que não tem disponivel a da Elizeth Cardoso)
Proibiram que eu te amasse

Proibiram que eu te visse
Proibiram que eu saisse
E perguntasse a alguém por ti
Proibam muito mais, preguem avisos
Fechem portas, ponham guizos
Nosso amor perguntará:
E daí? e daí?
E daí, por mais cruel perseguição
Eu continuo a te adorar
Ninguém pode parar meu coração
Que é teu,
Que é todo teu.


Dai que eu meio que automaticamente fui procurar a música, pra saber qual era, e ouvir a original, ai já tava no clima de história familiar do Jonathan (Safran Foer) e fiquei pensando que eu escuto um bocado de mpb, e tenho uma fixação na Maria Bethânia, sei lá, parece que essa minha relação com mpb e mulheres cantando mpb é meio que um prolongamento da minha relação com minha mãe, do que eu ouço ela cantar aqui (não necessariamente pra mim, mas sei que ela já cantou, do mesmo jeito que ela canta pra Raphael, meu sobrinho) e fica dentro de mim. Bethania, Elizeth, Gal, todas elas são meio que lembretes do que minha mãe significa pra mim.

Parei a coisa edípica.
Não vi metade dos filmes que falei ai embaixo, o que é um costume bem comum meu, locar trocentos filmes e acabar não vendo por falta de tempo/paciência, inclusive tenho razões concretas pra acreditar que eu sustento boa parte dos novos filmes comprados pela Foxy (minha locadora).

Pra foder de vez a minha vida acadêmica, eu comprei Extremely Loud & Incredible Close, que é do tipo de livro que eu não consigo parar de ler (e olhe que isso é dificil, acho que só quem conseguiu isso foi o Hermann Hesse, Milan Kundera e agora o Safran Foer) e que me faz sentir os apertos no coração.

Eu acho que o que me fode é a relação do Oskar com a familia dele, não, me fode mais a relação da avó dele com o passado dela. Desde "Uma vida iluminada" esse tema de busca de raízes me deixa bem malzinho, até porque eu não sei nada sobre a minha familia, a vida dos meus pais, da minha avó, não sei nem quem foram meus avôs, de que eles morreram, será que meu avô paterno abandonou a minha avó? Porque ela nunca mais tentou namorar outro homem? Minha avó era feliz com ele? Sei lá. Eu foco tanto na minha vida e na vida dos outros distantes, que eu acabo me esquecendo da vida da minha propria familia. E agora eu acho que tou velho demais pra perguntar essas coisas, que é tarde demais pra saber.