segunda-feira, 12 de maio de 2008

e daí?

Tava meio sem paciência pra faculdade hoje

(dias chuvosos me deixam preguiçoso, e não querendo sair da minha cama, nem do meu quarto, nem dos pijamas.)

por isso fui, tirei uma xerox de um livro pra estudar (meio que um alivio pra consciência pesada de faltar aula) e voltei pra casa pra ler o meu livro.

Em dado momento no computador, escuto minha mãe cantando, como ela sempre faz, todos os dias da minha vida (muitas vezes até porque são músicas de padre marcelo), mas era algo bem bonito (e tipo, minha mãe canta MUITO bem)

E daí?
(ouçam a versão da Gal, já que não tem disponivel a da Elizeth Cardoso)
Proibiram que eu te amasse

Proibiram que eu te visse
Proibiram que eu saisse
E perguntasse a alguém por ti
Proibam muito mais, preguem avisos
Fechem portas, ponham guizos
Nosso amor perguntará:
E daí? e daí?
E daí, por mais cruel perseguição
Eu continuo a te adorar
Ninguém pode parar meu coração
Que é teu,
Que é todo teu.


Dai que eu meio que automaticamente fui procurar a música, pra saber qual era, e ouvir a original, ai já tava no clima de história familiar do Jonathan (Safran Foer) e fiquei pensando que eu escuto um bocado de mpb, e tenho uma fixação na Maria Bethânia, sei lá, parece que essa minha relação com mpb e mulheres cantando mpb é meio que um prolongamento da minha relação com minha mãe, do que eu ouço ela cantar aqui (não necessariamente pra mim, mas sei que ela já cantou, do mesmo jeito que ela canta pra Raphael, meu sobrinho) e fica dentro de mim. Bethania, Elizeth, Gal, todas elas são meio que lembretes do que minha mãe significa pra mim.

Parei a coisa edípica.

Um comentário:

Bernardo Zirpoli disse...

Ou, tu só gosta de mulheres que cantam MPB. Sem papo de psicólogo.

Ou não.